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6 months ago on 18 October 2013 @ 12:07am Reblog / 636 notes

De um sozinho

Te vejo inquieto, de cá pra lá, como se a importância da vida fosse nenhuma.  Com o olhar perdido num ponto, ele cruza o meu rosto sem bem me ver. Você só enxerga. Desculpe, conheço esse olhar de longa data. Por muito tempo seus olhos castanho-claros foram a minha fuga da vida. Tenho medo de admitir, mas até hoje eles ainda são. Sei que está doente da alma, poderia reconhecer o seu desespero a quilômetros.  Menti quando disse que achei que você estava bem. Sabe, eu não queria te ajudar a enfrentar o que bem me faz sofrer.  Às vezes a vida nos força a ser egoístas a ponto de não nos reconhecermos mais. Às vezes a vida nos faz morrer por dentro e renascer outros, com os mesmos sentimentos, mas com uma forma diferente de pensar. Isso faz algum sentido pra você? Veja bem, não estou justificando meus erros nos últimos meses. Se você ao menos pudesse ver que eu sempre estive ao seu lado, mesmo cega pelas minhas próprias dores… E essas dores, meu amor, elas têm poder. Elas me transformaram em alguém cujo maior desafio é sobreviver. Você me diz que eu transformo pequenas situações em grandes problemas, que o meu sentimentalismo é o meu maior sofrer. Você está certo, sabe.  Já não sei se isso é amar. Meu amor por você é bom, não aperta, não machuca, me faz querer cuidar e só. O que me dói não é amar, é te deixar ir. Saber que logo alguém vai chegar e te mostrar por que vale a pena se entregar. Você foi esse meu alguém. Você ainda é. Se um dia eu olhar pra trás, muito longe daqui, eu vou saber que eu te amei com toda a coragem que eu tive, e com a que eu não tive também. Hoje você não precisa se preocupar. Eu sei o meu lugar. De dentro de mim você já foi, agora o que me resta, eu já nem sei. Senti mágoa, passou. Senti saudades, acho que ainda sinto. Mas sei que um dia ela vai ser carinho. Senti pena de mim mesma, pra quê? Se foi você que me ensinou a ser feliz? A ver além do meu próprio mundo, a conhecer os meus limites e a saber o quanto eu valho. A tristeza é amiga dos sozinhos. Um dia eu a deixo ir também. Enquanto eu estiver longe, não me esquece. A nossa distância não significa indiferença, ela é só uma alternativa. Eu sempre estou indo e voltando, não posso deixar de ver o que se passa por trás dos seus olhos. Desculpe, conheço esse olhar de longa data. 

6 months ago on 14 October 2013 @ 5:49pm
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1 year ago on 18 April 2013 @ 8:31am Reblog / 7,018 notes
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1 year ago on 18 April 2013 @ 8:28am Reblog / 19,240 notes
1 year ago on 18 April 2013 @ 8:23am Reblog / 20 notes

thingschangeeveryweek:

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1 year ago on 17 February 2013 @ 7:34pm Reblog / 5 notes

Take your place! Take your chance!

Vive la France! Vive la France!

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1 year ago on 9 February 2013 @ 11:20pm Reblog / 3,269 notes
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1 year ago on 9 February 2013 @ 11:17pm Reblog / 1,004 notes
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1 year ago on 9 February 2013 @ 11:16pm Reblog / 5,210 notes
» via  foorevermore   (originally  cozimjustateenagedirtbagbaby)
1 year ago on 9 February 2013 @ 11:15pm Reblog / 483 notes



Il pleure dans mon coeur
comme il pleut sur la ville.


{ }

Oh, what good is it to live with nothing left to give? Forget but not forgive, not loving all you see. Oh, the streets you're walking on, a thousand houses long. Well, that's where I belong and you belong with me. Not swallowed in the sea. (Coldplay)

theme by querida solidão; base por nothing, com alguns detalhes originais da letycia